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No fim

E no fim, tenho apenas dois sentimentos:

Raiva de mim, por não ter tido força pra te arrancar da minha vida quando percebi que você não me daria nem metade do que eu te dava e queria, mas principalmente, do que eu merecia.

E ódio de você por não ter tido a decência de se retirar, quando percebeu a mesma coisa.

Voltei…

Faz tanto tempo que não escrevo nesse blog que nem encontrava o caminho pro Word…

Bom, a verdade é que eu tenho vontade de escrever… eu escrevo, mas não sinto a menor necessidade de publicar…

Não sei se é só comigo, mas 90% da minha inspiração pra escrita vem de noite, na hora que eu me deito, naquele momento sensacional entre o início do sono e último instante acordada.

E todas as frases, textos ou temas que me brotam sempre parecem espetaculares… até o dia seguinte. Outro dia li uma frase que dizia: “É de noite que as coisas fazem sentido” e eu completo que é de manhã que eu me sinto uma otária! Sempre me parece tudo horrível! Dramático, meloso, sem sentido e tudo no mínimo…estapafúrdio!

Mas enfim, tem outra coisa também que anda me atrapalhando. Essa dualidade de sentimentos inacabável dentro de mim. Já me percebi capaz de começar um texto falando da delícia de uma maça, no meio falar o quanto fazem mal a saúde, conseguindo terminá-lo afirmando como as odeio! Reflexo puro da minha vida atual. Tô fazendo terapia a tanto tempo que já me acho com ares freudianos pra definir uma questão.

E por falar em terapeuta, segundo ela é só uma fase. Segundo meu pai é coisa de mulher. Segundo minhas colegas de trabalho é excesso de chocolate. Segundo eu, é uma putaria mesmo.

Exatamente isso! Eu acho uma PUTARIA  o que tá acontecendo dentro de mim. Eu tenho que constantemente apartar discussões internas. São desejos, decisões, sentimentos tão contraditórios de dar inveja à qualquer bipolar que se apresente.

E digo mais, às vezes a coisa é tão feia que eu largo mão de mim… vocês que se resolvam, porra! Eu desisto!

Sendo assim, não acho que vai sair nada que preste muito. Mas, se ler não fizer bem a você, que escrever faça à mim!

Cheers!

*Em especial à Denise Mendes e à Guida Querida Ribeiro que me incentivam (e cobram) a ausência de textos. Obrigada! Kisses!

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.100 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 18 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Boa Noite

Boa noite, meu amor…

Durma com os anjos.

Lembre-se antes de dormir do meu amor.

De que eu atravessaria o inferno por você.

De que tudo que eu mais queria era estar aí, te abraçando, te fazendo carinho e te protegendo de tudo só com a força do meu olhar…

Lembre-se também que eu não quero nada, nem lugar nenhum, em que você não esteja.

Lembre-se que eu não me importo com o que passou, e que, aliás, do passado até me orgulho.

Foi por ele que fiquei mais forte, foi por ele que meu amor nasceu.

Saiba que eu vou estar aqui, orando pelo teu dia e velando a tua noite.

E eu não preciso gritar pro mundo o tamanho do meu amor…eu o sussurro pra você.

Você, que hoje é o meu mundo.

Boa noite, meu amor, pode dormir… eu vou ficar aqui te protegendo.

Pode sonhar.

É tudo isso que eu quero te dizer quando digo:

Boa noite.

Nunca

Nunca mais tristeza

Nunca mais silêncio

Nunca mais tive um poema

E foi assim…

Nunca mais namoro

Nunca mais cinema

Nunca mais eu quis…

Nunca mais segura

Nunca mais escura

Nunca mais eu disse “se”

E você disse a mim:

-Nunca mais se cale!

E eu me desfiz.

Nunca mais deixei

Nunca mais cansei

Nunca menos amor

Nunca menos de nós…

Nunca diga nunca

E eu entendi…

A Rocha

E eis que no caminho surge a rocha

E da rocha o tormento

A dúvida

A complicação.

E eis que ao seu lado surge um alguém

Ou dois,

Ou três.

Que te farão enxergar que apesar da rocha pode-se seguir

Contornar

Escalar.

São pessoas que te emprestam os olhos para que enxergue outro caminho

Que te dão a mão para ajudar-te a escalá-la.

De um jeito ou de outro, a rocha ficará

Para trás,

Ou abaixo dos pés.

E lá na frente na estrada da vida,

Ao olhar para trás, a rocha não passará de uma pedra

Insignificante.

E ao teu lado as verdadeiras rochas de Deus,

Amigos

Anjos

Irmãos.

Feitos do que há de ser a mais indestrutível das forças

O amor.

Poema

Guerrilha

Vítor gostava de Diana, que gostava de Maria, que gostava de Sandra, que gostava de Bianca, mas estava com João que até gostava de Sandra que na verdade não gosta de ninguém.

Vítor foi para a Jamaica, Diana virou escritora, Maria caiu na balada, João foi canonizado, Bianca não sabe de nada e Sandra ficou sozinha, até aprender a amar.

Fim.

 

PS: Sempre fui apaixonada pelo poema Quadrilha de Drummond. Resolvi fazer esse poema-trocadilho da vida real.

Viva Drummond!

Vai

Não quero mais

Não posso mais

Não posso mais fingir

A compreensão de uma dor que não é minha

E deixar de ver a minha que está aparecendo

Com ares de dona da situação.

É realmente necessário deixar ir embora quem não quer ficar

Por amor próprio,

Amor ao próximo

E assim não cultivar o amor pela dor.

Então vai, por favor.

Prometo que não vou me opor

Seja feliz, como puder.

Te agradeço por tudo que me ensinou

Não fosse isso, talvez eu ficasse

Até me desfazer…

Quimera

Eu quero o que a vida tem de melhor, mas, ao mesmo tempo, me pergunto se eu dou o que de melhor há em mim para a vida.

Quero tudo que há para sentir.

Tudo.

Até o medo do escuro, da solidão, meu medo estúpido de borboletas.

Quero minha risada esganiçada, por um filme idiota ou uma lembrança bonita que é só minha.

Quero a dor sentida tão funda que ainda tem o poder de me derrubar na cama por um dia inteiro, porque é ela que me faz lembrar quem eu sou e levantar pra mais um dia de batalha.

Quero todas as palavras. As suas, as minhas as de Deus. Mesmo sendo tantas vezes incompreendidas ou até, compreendidas tão ao pé da letra, que me deixam confusa.

Quero as noites de frio, sozinha ou acompanhada, mas que me tragam o calor da alma.

Quero os livros, tantos que nem eu mesma dou conta de ler, mas que sei que são a minha salvação, a salvação do meu dia morno.

Quero aqueles sorrisos de segundas feiras de manhã, de amor puro e desinteressado que me fazem entender que a vida vale à pena.

Quero conseguir expressar tudo que significa felicidade, a mim e a todos.  Em todos os sentidos.

Quero a simplicidade de me sentir feliz só de estar em casa e poder fazer tudo, ou nada que eu quiser, e mesmo assim achar que sou a dona do mundo, do meu mundo.

Quero todos os significados da vida, esdrúxulos ou sábios, mas que me façam chegar mais perto do que eu sei, estou tão longe de entender.

Quero todas as idiossincrasias da vida. Verdade, gosto delas.

Quero pra todos os que amo, e até para os que eu não amo o melhor de mim.

Se eu quero saúde, paz, harmonia, dinheiro? Não. Já viraram clichês e esses eu descarto.

Quero tudo que pra mim signifique AMOR.

Porque desse clichê, eu não abro mão.

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