Eu quero o que a vida tem de melhor, mas, ao mesmo tempo, me pergunto se eu dou o que de melhor há em mim para a vida.
Quero tudo que há para sentir.
Tudo.
Até o medo do escuro, da solidão, meu medo estúpido de borboletas.
Quero minha risada esganiçada, por um filme idiota ou uma lembrança bonita que é só minha.
Quero a dor sentida tão funda que ainda tem o poder de me derrubar na cama por um dia inteiro, porque é ela que me faz lembrar quem eu sou e levantar pra mais um dia de batalha.
Quero todas as palavras. As suas, as minhas as de Deus. Mesmo sendo tantas vezes incompreendidas ou até, compreendidas tão ao pé da letra, que me deixam confusa.
Quero as noites de frio, sozinha ou acompanhada, mas que me tragam o calor da alma.
Quero os livros, tantos que nem eu mesma dou conta de ler, mas que sei que são a minha salvação, a salvação do meu dia morno.
Quero aqueles sorrisos de segundas feiras de manhã, de amor puro e desinteressado que me fazem entender que a vida vale à pena.
Quero conseguir expressar tudo que significa felicidade, a mim e a todos. Em todos os sentidos.
Quero a simplicidade de me sentir feliz só de estar em casa e poder fazer tudo, ou nada que eu quiser, e mesmo assim achar que sou a dona do mundo, do meu mundo.
Quero todos os significados da vida, esdrúxulos ou sábios, mas que me façam chegar mais perto do que eu sei, estou tão longe de entender.
Quero todas as idiossincrasias da vida. Verdade, gosto delas.
Quero pra todos os que amo, e até para os que eu não amo o melhor de mim.
Se eu quero saúde, paz, harmonia, dinheiro? Não. Já viraram clichês e esses eu descarto.
Quero tudo que pra mim signifique AMOR.
Porque desse clichê, eu não abro mão.